Citações Filosóficas sobre a Liberdade

Liberdade: do destino à existência

Na Antiguidade, apenas os estoicos tematizaram – negativamente – em termos de destino, a liberdade na filosofia. Epiteto nos lembrou que a maioria das coisas (nosso corpo, nossa reputação, nossa morte) não depende de nós, apenas a maneira como olhamos para esses mesmos “objetos” está em nosso poder. A liberdade é, portanto, percebida primeiro, não como a possibilidade de fazer “o que se quer”, mas como a aceitação do destino. Tudo o mais estaria na aceitação dos fatos de acordo com os estoicos.

Durante o Renascimento, Descartes pensou na liberdade humana em sua relação com Deus e, sobretudo, com o conhecimento. É uma visão epistemológica.

Mais tarde, no século XVIII, esse conceito entrou no campo político: Rousseau, Voltaire, Kant, Diderot fizeram dele o pilar da vida política, supostamente para garantir a participação dos cidadãos nos assuntos públicos. O Iluminismo trará essa noção para a história com a Revolução Francesa.

Não foi até os séculos 19 e 20, com os existencialistas, Kierkegaard na liderança, depois Sartre e Heidegger, que a liberdade se tornou existencial e metafísica.

Aqui está uma antologia de citações filosóficas sobre liberdade, de Sêneca a Einstein.

Citações de Filósofos sobre a Liberdade:

Sêneca: Meditar sobre a morte é meditar sobre a liberdade; quem sabe morrer já não sabe ser escravo.

Espinoza: Tal é esta liberdade humana que todos os homens se gabam de ter e que consiste somente nisso que, os homens são conscientes de seus desejos e ignoram as causas que os determinam (O homem não é um império dentro de um império).

Marx: A liberdade é a expressão francesa da unidade do ser humano, da consciência genérica e da relação social e humana do homem com o homem (A Sagrada Família).

Schopenhauer: A liberdade é a negação do princípio da razão suficiente, que quer que tudo o que existe tenha uma razão (O Mundo como Vontade e Representação).

Proudhon: Não se trata de matar a liberdade individual, mas de socializá-la.

Stuart Mill: Liberdade é fazer o que você quer.

Tocqueville: Os povos querem igualdade na liberdade e, se não podem obtê-la, ainda a querem na escravidão.

Chateaubriand: Os excessos da liberdade levam ao despotismo, mas, os excessos da tirania só levam à tirania.

Montesquieu: A liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis permitem (O Espírito das Leis).

Locke: A liberdade natural do homem consiste em não reconhecer nenhum poder soberano na terra e em não estar sujeito à vontade ou à autoridade legislativa de ninguém.

Rousseau: O homem nasceu livre e por todos os lados se acha escravizado.

Kierkegaard: A angústia é a vertigem da liberdade.

Einstein: Não acredito, no sentido filosófico do termo, na liberdade do homem. Todos agem não apenas sob uma restrição externa, mas também de acordo com uma necessidade interna (Citações de Einstein em “Como Vejo o Mundo”).

Lênin: Enquanto existir o Estado, não haverá liberdade. Quando a liberdade reinar, não haverá mais estado (O Estado e a Revolução).

Sartre: Essa possibilidade da realidade humana de secretar um nada que a isola, Descartes, depois dos estoicos, deu-lhe um nome: liberdade. (O Ser e o Nada).

Sartre: O homem está condenado a ser livre (O existencialismo é um humanismo).

Rawls: A liberdade só pode ser limitada em nome da liberdade.

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