Aristóteles: O homem é um Animal Político

“O homem é um animal político” é uma expressão frequentemente ouvida em debates públicos, raramente citando a fonte dessa posição fundamental da filosofia política.

Foi Aristóteles quem, na Política, foi o primeiro a qualificar o homem como um “Zoon Politikon”. Abaixo, apresentamos a explicação para esta famosa citação.

Índice

1 O homem é um animal pensante

2 O homem é um animal político

3 A boa vida em Aristóteles

4 Trecho da Política de Aristóteles

 

1 O homem é um animal pensante

O homem faz parte do esquema da natureza como um “animal pensante”. O espírito, que distingue o homem como um ser racional, é “incapaz de ser destruído”, é uma parte especial da psique (alma), que por sua vez é a força que anima o corpo. A alma é o corpo “formado” e, ao contrário da alma de Platão, não tem uma existência separada do corpo. Assim, não sobrevive à morte do corpo. No entanto, a alma possui tanto realidade quanto potencialidade. A alma é também a eficiência, ou seja, a causa formal e final do corpo. Em outras palavras, a alma tem um objetivo e carrega consigo os meios para atingir esse fim.

2 O homem é um animal político

O homem é também um “animal político”. Nisso, Aristóteles, quer dizer que o homem vive melhor em uma “polis”, a forma da cidade grega. O homem torna-se homem entre outros, vivendo em uma sociedade regida por leis e costumes. O homem desenvolve seu potencial e realiza seu fim natural em um contexto social. Esta é a boa vida. Não é uma vida fácil, mas uma vida de virtude que se traduz no bem soberano (eudaimonia), muitas vezes traduzido como felicidade.

3 A boa vida em Aristóteles

A ética de Aristóteles é um estudo da escolha em ação: como o homem deve viver para ter uma vida melhor? Para Aristóteles, tudo o que é individual também é social. Certas virtudes como coragem e generosidade ele descreve como virtudes “práticas” porque se relacionam com a natureza social do homem. O indivíduo verdadeiramente equilibrado também persegue a “teoria” das virtudes que dizem respeito ao homem como um ser racional. Para Aristóteles, a felicidade última está na busca da sabedoria para o próprio bem.

4 Trecho da Política de Aristóteles

“Além do que, quer dizer, o fim, é o melhor […] Fica claro, disso, que a cidade faz parte das coisas naturais, e que o homem é por natureza um animal político, e que aquele que está fora da cidade, naturalmente e não por acaso das circunstâncias é um ser degradado ou um ser sobre-humano, e é como aquele que é injuriado nestes termos por Homero: sem linhagem, sem lei, sem casa.”

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