Ciência sem Consciência é apenas a ruína da alma (Rabelais)

Esta citação de Rabelais, “Ciência sem consciência é apenas a ruína da alma” foi retirada de Pantagruel, sua obra principal.

 

Rabelais era um cético, o fundador do ceticismo moderno. Ele criticou aqueles que não conhecem o medo nem os limites humanos. Rabelais é o pensador de uma modesta condição humana, consciente de sua finitude. Esta filosofia da finitude é bastante próxima da de Pascal (cf. “O Caniço Pensante”), defendendo uma natureza humana fraca, mas forte na medida em que tem consciência da sua fraqueza, ao contrário das forças da natureza física.

A observação de Rabelais é bastante semelhante: o conhecimento não reflexivo (o que ele chama de “ciência”) (“sem consciência”, em outras palavras) não permite ao homem apropriar-se dele e, portanto, progredir. Em suma, é inútil. Sua injunção pode, portanto, ser formulada: para se tornar sábio, saiba que você sabe.

Se Bacon foi o filósofo mais inventivo da era renascentista, Rabelais foi o mais imaginativo dos escritores renascentistas. Rabelais disse: “A sabedoria não pode entrar em uma mente má, e o conhecimento sem consciência é apenas a ruína da alma”.

Esse pensamento também pode ser considerado como o início da bioética, essa disciplina que busca conciliar as capacidades científicas e sua aceitabilidade moral.

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